Publicado por: horusviana | 26/05/2008

I have a dream…

Quando eu era mais criança, eu tinha um sonho: um trambolho chamado computador. Naquela época ainda era grande, barulhento e feio, e por isso mesmo adorado por todos os nerds, ainda tinha umas letrinhas coloridas digitais do lado de um botão chamado TURBO e umas letras que significavam MEGAHERTZ, que nos desenhos animados era a arma de mocinhos e bandidos e seus raios lasers. Era suficiente. E as impressoras matriciais então… a música que me chamou para o state-of-art da tecnologia. Letrinhas verdes, cursores só piscando esperando que as antas na frente dele fizessem algo acertado ao menos uma vez.

Depois veio meu primeiro pc. Ótimo, jogava paciência, era uma beleza, pratiquei aquilo que aprendi num cursinho, coisas que tem curso que não ensina numa abordagem mais básica: o Access… de posse de um computador e um banco de dados, eu deveria ser quase um estagiário da CIA.

Daí veio o terceiro dia da criação. Faltava a Internet. Quando ela chegou no primeiro dia, era a minha cerimônia de posse do próprio distintivo do FBI. Fazia os barulhinhos idênticos, sem parar.. igual aos filmes americanos!!!! Pin pin pin prrrruuuuuuuuu boinn boing boing chuuuuuuuuuuuuuuuuu ssssssssssssssssss ueeeeeeeenn p. estava conectado a grande rede, que me daria mais acesso à vida alheia que qualquer vizinha jamais teria visto. Enquanto durasse a conexão, aos domingos.

Depois webcam, messenger, Delphi e notebook. Mas daí eu acordei: não dá pra chegar ao American Way of Life. Até porque ele não existe como se pinta. Sempre achei que os computadores teriam letrinhas verdes, as janelas se abririam num piscar de olhos com efeitos mega-especiais mostrando sinais analógicos decifráveis apenas com o olhar (a contradição mais evidente, mas passa incólume), barulhinhos e barras piscando. O retrato 3D de todas as caras do Universo, dizendo onde moram, onde estão… Passwords milagrosas, Access Denied, File Upload, Enter Ultra Secret Code….

Mais ou menos asim:

Bom, nem onde eu trabalhei que tinham por alto uns 6 servidores DELL que tinham no mínimo uma ventoinha poderosíssima, completamente ociosos, eu poderia montar uma viagem dessas. embora eu ficasse sissintindo dentro daquela meia dúzia de teclado, tela preta do Linux, monitor de 19″ e uma cadeira giratória. A 16º C, porque eu não ia sacrificar aquelas belezuras por causa de um frio à toa. Frio é psicológico, ora… e ainda poder dizer. “É, temos um problema… precisamos DESLIGAR o SISTEMA EM 15 MINUTOS.”

O barulhinho do modem me dá arrepios atualmente. Eu prefiro o silencioso wireless, sem a viagem americana. But I have a dream…

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Responses

  1. […] Coisas de computadores americanos. […]


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