Publicado por: horusviana | 19/07/2010

Theremin: o treco mais estranho…

Antes que a relidade virtual ou  aumentada fosse inventada, que muleque arrebentasse com a tv por causa de um controle do Wii (vídeo), ou que Neo, o homem que nos libertará da Matrix soubesse parar balas no ar apenas com as mãos, os russos já haviam inventado o instrumento do diabo. Talvez seja um presente do demo aos comunistas (e eles deviam ter recusado, pois presentear é um costume capitalista pervertido), ou um feito de bruxaria de Rasputin que contribuiu para liquidar todos os Romanov; mas apenas o que se sabe é que em 1928 um instruento que podia ser tocado sem ser tocado obteria sua patente.

É sério: não precisa encostar as mãos! Não sopra, não bate, não arranha, não morde, não toca na parede. Basta mexer os punhos e dar asas à imaginação…

Surgiu quando seu inventor, Lev Termen, andava às voltas com pesquisas para espionagem para o governo russo, e de repente descobriu o efeito. Este é, provavelmente, o precussor da música eletrônica em todo o mundo. Diz-se que o próprio Lenin tornou-se um theremista, e mandou produzir um tanto deles para distribuir na União Soviética, e fez Theremen levá-lo também à América, anunciando a descoberta.

Eu já tinha visto um vídeo antes, onde cabos de alta tensão “falavam”, por algum efeito em que captavam as ondas de rádio e no momento em que soltavam faíscas, faziam ruídos inteligíveis (acho que ocorre no efeito corona, pesquisarei de novo). Nada como isto.

O princípio físico é simples, e eu já observei algumas vezes sem sequer ter suposto que podia ser uma coisa boa. Acontece que se você se aproxima de uma antena de um rádio FM por exemplo, às vezes se causa uma interferência no sinal. O que para mim sempre foi horrível porque parecia que se o rádio estivesse ruim bastava tocar a antena para melhorar um pouco. melhor que ninguém quisesse ouvir, senão eu ficaria ali de “antena”.

Pois bem, o dispositivo é constituído de duas antenas, uma horizintal, que controla a amplitude da onda sonora (o volume) e outro a altura (frequencia), ou seja, as notas musicais. Umas fórmulas de física inseridas dentro dele fazem tudo funcionar, sem precisar resolver (veja figura). Um oscilador LC  – eu sei, não engano. O resultado é impressionante, e parece aqueles sons espaciais de discos voadores.

Se alguém me desse um (e vende) eu ia aporrinhar bastante… paguem pra ver.

Mais um videozinho – esse é excelente:

Fucei a net depois que vi, mas encontrei primeiro no Obvious… um blog que tem muito de muito do que gosto: arte, variedades, música, arquitetura e design, tecnologia. Vou ler sempre.

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Responses

  1. A Rita lee toca esta budega. Num show dela in Farol beach ele tocou, faz uns sons meios fantasmagóricos.


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