Publicado por: horusviana | 03/04/2012

A vida ao contrário

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Vivemos muitos dias perguntando se a vida não podia ser diferente, os acontecimentos diferentes, atitudes diferentes. George Carlin foi um comediante de stand-up americano que idealizou a vida cada vez melhor, totalmente ao contrário:

Na minha próxima vida, quero viver de trás para a frente.
Começar morto, para despachar logo o assunto. Depois, acordar num lar de idosos e ir-me sentindo melhor a cada dia que passa. Ser expulso porque estou demasiado saudável, ir receber a reforma e começar a trabalhar, recebendo logo um relógio de ouro no primeiro dia.
Trabalhar 40 anos, cada vez mais desenvolto e saudável, até ser jovem o suficiente para entrar na faculdade, embebedar-me diariamente e ser bastante promíscuo. E depois, estar pronto para o secundário e para o primário, antes de me tornar criança e só brincar, sem responsabilidades. Aí torno-me um bébé inocente até nascer. Por fim, passo nove meses flutuando num “spa” de luxo, com aquecimento central, serviço de quarto à disposição e com um espaço maior por cada dia que passa, e depois: voilá, desapareço num orgasmo
.”

Tirei daqui:

http://obviousmag.org/archives/2012/03/e_se_tudo_comecasse_pelo_final.html#ixzz1r1pdH1do

A foto é minha, fiquei impressionado com a vista deste “por do sol ao contrário” ou do tempo dividido ao meio.

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Publicado por: horusviana | 16/03/2012

Strawberry Fields Forever

Eu sabia desde pequeno as músicas que eu ia gostar hoje. É só que, na época eu não entendia nada.

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Só quem ouviu muito toca fita a caminho de casa pode ter uns samples guardados e perdidos na cabeça. É só tocar um pedacinho e eu procurar na net persistentemente como se fosse a última boa recordação que eu trouxe daqueles tempos (é por isso que nas rádios se chamam Good Times). Bastou  tocar as oito notas do "Strawberry Fields Forever" para lembrar dessa que talvez só tenha ouvido uma vez.

Aí se inicia uma luta de tentar entender o pedacinho da letra que tocou, memorizar e pesquisar. Nesse caso, do marcante refrão só guardei o som, mas de letra foi só essa parte genérica que consegui entender quando passou lá num reality show, no qual nem estava prestando atenção. Foi "…feels/nothing is real", e graças a Deus eu descobri de novo a genialidade Beatles em uma cópia que vou guardar enquanto existirem backups.

Essa noite Strawberry Fields Forever é minha música.

Strawberry Fields Forever…                                                                                     Strawberry Fields Forever…

Publicado por: horusviana | 13/03/2012

A Bela e o Patinho ‘Feio

Os opostos se misturam, e nesse conto de fadas a Bela da Disney – ou da saga crepúsculo – morre de rir com um patinho feio e barulhento que detesta ser sacudido.

Um ataque de riso dos bons e que me dá uma saudade que só cura mostrando isso aos 18366534203 milhões de expectadores do youtube.

Espero que isto deixe minha irmazinha à beira da carreira de atrizzz ou da de médica, quem sabe – doutora da alegria.

Grande beijo irmã!!

Publicado por: horusviana | 08/03/2012

Lobbies telefônicos e celulares impossíveis

Desde que adquiri meu primeiro celular e LI o manual –  como todo engenheiro faz, como em geral os homens fazem, e na média a população abaixo dos 30 pensa em fazer na hora do sufoco – as letras miúdas anunciavam revoluções e funcionalidades. Porém em letras mais minúsculas deixavam bem claro que condicionadas à disponibilidade da operadora.

Isso, quando disponíveis; e não vinham de graça nem barato. Videochamada para mim é coisa de filme, somente; sequer conheço alguém que tenha tamanho poder. Internet 3G para mim é uma mão na roda, mas ainda uma piada, e só se a operadora achar graça.

Hoje a minha questão é achar um celular de dois chips (dual SIM) de qualidade. Não há.

Analisemos; para a índústria há um trade-off, um dilema possível: fabricando bons celulares duais ela passaria a vender menos aparelhos, as pessoas deixariam de ter dois ou mais aparelhos? Certamente. Mas muita gente também deveria comprar um aparelho dual novo e substituir os antigos. Depois essa é uma indústria de inovação, e troca-se de celular o tempo todo .

E as operadoras ficam felizes em facilitar a vida do cliente, dando a este maior oportunidade de escolha acompanhando as suas demandas? Negativo. Nossos telefones sequer são nossos; vem pré-configurados para exibirem, por exemplo, uma tela de abertura X que ficará no aparelho até que ele morra.

Meu dilema é que quero, provavelmente, utilizar dois chips da mesma operadora num aparelho no nível de qualidade dos melhores do mercado. Não há este aparelho. O lobby das telefônicas não permite essa flexibilização.

Mais fatos do lobby:

Hoje quem atrasa a entrada do 4G e a universalização (barateamento) da banda larga, no Brasil, são as próprias teles, que são contra mudanças na regulação do mercado (ou seja, abertura para pequenos provedores). http://www.senado.gov.br/NOTICIAS/JORNAL/EMDISCUSSAO/banda-larga/mercado-telecomunicacoes/modelo-antigo.aspx

As teles forçaram a tal ponto de fazer com que a Anatel retirasse exigências de metas de qualidade de serviço na minuta do edital do leilao (4G). http://opiniaoenoticia.com.br/opiniao/lobby-das-telefonicas-pode-derrubar-internet-4g/

Publicado por: horusviana | 10/02/2012

A nova minissérie “As Campistas”

Adorei essa figura que peguei do Facebook, a minha cidade é bem cheia de estereótipos. Super criativo!

As campistas

Está claro também que o autor compartilha da minha ojeriza pela prefeira-em-chefe Rosinha – sapa da Lapa.

Falando em misisséries da Globo e seus repetitivos temas de Natal e Ano Novo (“hoje a festa é sua, hoje a festa é nossa…”), o “La vo eu, la vou eu” do carnaval…

… já estou achando mais que um saco esse com o Arlindo Cruz todo ano agora fazendo gracinha com o nome dos programas!! Isso não é globalização!

Publicado por: horusviana | 08/01/2012

Belezas mossoroenses

Fotografei algumas paisagens dessa minha nova cidade, particularmente acho o rio Mossoró, e seus vários braços, e a natureza conservada em volta, muito bonito.

Imagem do mapa

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Ruínas de capela-escola, a caminho do trabalho.

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Mata de carnaúbas, a caminho do trabalho.

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Rio Mossoró em dois trechos visto da avenida Dix Neuf Rosado.

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Instalação da Petrobras na cidade (uma UB, ou cavalo de pau).

E espero que continuem por muito tempo, inclusive os cavalos de pau!

Publicado por: horusviana | 08/01/2012

Momento “Nem a distância nos separará” #2

Na mesma semana em que meus colegas petroleiros e eu partilhamos um momento feliz, a partida do Bruno Bruno dessa pra melhor (dessa situação de petroleiro pra melhor salário, melhor boa vida, tudo mais; ele ainda vive nesse mundo), flagrei e fotografei mais um deja vu do período de formação. Dessa vez, grande abraço a todos e especialmente ao CHEFE! Ele não contou nada a ninguém mas é chefe e empresário em Mossoró. Vem com o chefe, vem com o chefe!

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Parabéns pelo último xurras e jamais esqueçam de me convidar para os próximos!

Publicado por: horusviana | 07/01/2012

Viagem na velocidade do mundo (5 min)

Kien Lam é um fotógrafo internacional que após o trabalho resolveu comprar uma passagem para Londres (mora em São Francisco – EUA), viajar para 17 países e tirar fotos…

É mais ou menos assim que você vai encontrar no blog Uhull, de onde tomei conhecimento da empreitada. Ora bolas, o trabalho do fotógrafo internacional é tirar fotos em outros países! Mas… o que é mesmo a paixão da pessoa, o trabalho se confunde com o lazer, deve ser. Mas achei muitíssimo legal o vídeo, as fotografias perfeitas e o uso do Time Lapse – a técnica que “faz o tempo passar bem rápido”.

Tecnicamente falando (pesquisei pois quero fazer coisas parecidas, o efeito é muito intesessante) consiste em tirar uma sequência de muitas fotos de uma mesma posição (o tempo entre as fotos depende do que está sendo fotografado, pode ser até uma foto por dia, por exemplo) e exibi-las rapidamente, na velocidade de um filme.

Viajei mesmo em 5 minutos.

O site do fotógrafo é esse aqui: http://kienlam.net/ onde é claro tem muitas coisas legais – e internacionais.

Publicado por: horusviana | 04/01/2012

Lenda particular de Natal

O Natal é uma comemoração tão preparada e desejada que muitas pessoas devem ter histórias para contar e coisas para lembrar sempre: acontecimentos de família, a presença de alguém diferente que marcou, um amigo-oculto engraçado, um presente que ganhou. A gente cresce uma vida, os natais vão acontecendo, e talvez  a gente evolua internamente e não fique só nos bons votos, mas viva de fato o nascimento do Deus menino dentro de si.

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Há outras comemorações que marcam, como os aniversários, mas o Natal está cercado de lendas e tradições como nenhuma outra data (quando o deputado Aldo Rebelo fizer pegar a lei do Dia do Saci Pererê talvez aí tenhamos mais uma lenda para comemorar com igual alegria, pulando todos numa perna só e fumando cachimbo da paz – isso que é festa, rs). Daí acredito que, mais que histórias para contar, muita gente tenha sua lenda de Natal personalizada.

Eu, no meu tempo de criança, por exemplo, ficava perdido entre as histórias. Diziam que o presente devia ficar numa meia que eu pendurasse, mas eles sempre iam parar debaixo da árvore de Natal. Antes de deixar de acreditar em Papai Noel, deixei de acreditar na bobagem da meia pois minhas noções de Física já eram suficientes para saber que os presentes não cabiam nas meias.

Depois até continuei acreditando no Noel mas desisti de tentar vê-lo entrar em casa porque além de não termos uma chaminé, minha casa tinha tanta grade e cadeado que o gordo não tinha tempo a perder e por isso eu contava com meu avós, pais e tios trazerem a encomenda.

Uma das partes mais curiosas dos meus natais é que raciocinado bem, Papai Noel eram dois irmãos gêmeos considerando os presentes do meu padrinho. Eram iguais aos do meu avô. Por isso eu ganhei dois autoramas idênticos, dois pequenos robôs um preto e um dourado… ou então meu tio comprava coisas iguais para mim e para ele, e é por isso que temos umas caixas de carrinhos de fricção que só minha avó sabe onde estão e de quem são.

Agora duas lendas recorrentes para mim são essas a seguir. Não tem tempo, não tem motivo, algumas vezes essas histórias acabavam passando pela minha cabeça.

Uma delas solucionei recentemente. lembrava vagamente que uma vez havia ganhado uma pistola de espoleta, comum na época e que todos os meus amigos tinham, mas que guardaram em um armário numa parte alta na casa da minha avó Maria. Depois me disseram quem eu nunca tinha ganhado aquele presente, que era coisa da minha cabeça. Obviamente o menino ganhou altura enquanto ainda recordava a história, mas não rápido o suficiente…

Só então há cerca de dois anos uma prima me esclareceu que era verdade que meu outro tio me deu certa vez, e acho que era mesmo o Natal, uma pistolinha de espoleta, mas que bateu um arrependimento pois não era – e concordo – um brinquedo apropriado para uma criança a não ser uma cria de traficante. Pode ter havido também uma retaliação contra o presente, não sei, melhor esquecer. Mesmo assim o mistério solucionado, ainda não deixei de ver coisas, falar sozinho e tenho uma pontaria pouco maior que a média no tiro…

O segundo mistério é mais impressionante, e também envolve uma porta de guarda-roupa que nunca vi aberta, a não ser aquela vez… lembro de ver fechando a porta que continha O presente da minha vida. Mesmo eu não sabendo ainda o que era, era exatamente o que eu queria.

O que eu ainda vejo nos sonhos que tenho com isso, bem de vez em quando, é a porta se fechando, continha uma embalagem grande, quadrada, tinha alguma coisa azul (ou era tudo azul) e meio que brilha, é como um objeto mágico! E deve ter ainda a capacidade de se transformar no que eu no fundo desejo, mas não sei o que é… puramente esquizofrênico!

Para parecer menos maluco, tenho umas leves pistas que me levam a crer que o que eu mais queria na época era um brinquedo tipo autoposto, daqueles que tinham elevador para carro, estacionamento e uma rampa em espiral. Ou uma caixa de Lego. Meras conjecturas. As hipóteses mais plausíveis para seu desaparecimento atrás da porta selada:

a) Não era um brinquedo

b) Não era pra mim e eu estava querendo.

d) Eu já estava vendo coisas.

Apesar dessa privação não-sei-de-quê não reclamo da minha infância principalmente com relação a brinquedos pois eu tinha muitos ou inventava-os eu mesmo. Mas eu ainda vou sonhar com isso.

Publicado por: horusviana | 03/01/2012

Leva a levada de Tibau – au – au

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Primeiro dia do ano, primeiro dia de praia. Em 1º de janeiro completei exatos 45 dias aqui no semi-árido nordestão em Mossoró-RN e com saudade da cidade maravilhosa, e bem na época que todos vão procurar suas famílias, ou seus amigos, e infelizmente desta vez não foi o caso para mim. Convite até não faltou, convite aceitável para não segurar vela, alguns; e o último convite de farrear em Fortaleza recusei, por motivos sóbrios.

Primeiro dia do ano é o melhor dia para já colocar em prática os planos para 2012 e fazer algumas coisas antes do mundo acabar, ou o ano acabar de novo e a pessoa parar no mundo. Meu desejo esse ano, entre outros é conhecer tudo que é lugar bonito aqui no nordeste e fazer aulas de mergulho.

Pois passando do querer ao fazer, em em posse do recém-segurado Valente fui conhecer a praia de Tibau, a 40 km mais ou menos de casa, como Campos e Farol de São Tomé (aliás sem entrar no mérito das águas, Campos e Mossoró guardam muitas semelhanças em termos de tamanho, calor, vento, distância ao mar, existência de petróleo e gente besta).

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Tibau me lembra uma música da Timbalada cujo refrão “citei” lá no título.  “…No passinho dessa timbalada minha princesa/Venho aqui para mostrar/toneladas de desejo”. É bem o clima que quero levar pra vida, toneladas de desejo, realização e um “vem cá minha princesa”. Aliás que praia agradável!

Tirando o trãnsito alucinante nas ruazinhas estreitas e lotadas, boas impressões foram policiamento em vários trechos da estrada e na praia, a água deliciosa, e  até uma garagem para guardar o Valente em uma casa vazia.

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Bola fora para os esgotos ou sei lá o que jogados diretamente na praia, manilhas quebradas, em um lugar bem nobre.

Uma outra coisa que estranho em várias localidades que fui por aqui é que não há galeria de águas pluviais cobertas (talvez pela falta de chuvas) , às vezes há uma pequena canaleta na beirada, ou às vezes uma vala considerável para cair com uma roda do carro. e não sair fácil.

Enfim um domingo muito bom para um ponto de partida e renovação do espírito. Mieio forever alone, sem a família por perto e sem os amigos com os quais planejei um reveillon na princesinha do mar, Copacabana, mas nos próximos serão melhores. É o que desejo para 2013!

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